quinta-feira, 2 de julho de 2020

CAMPANHA "É TEMPO DE CUIDAR" ESTÁ PRESENTE EM 96 DIOCESES BRASILEIRAS


As famílias atentidas pelo projeto “Crescendo com Cidadania”, desenvolvido pela Cáritas paroquial de Santa Clara de Assis, na cidade de Tupanatinga, diocese de Pesqueira (PE), receberam, no dia 25 de junho, cestas básicas para ajudá-las a enfrentar as dificuldades vividas no contexto do avanço do no Coronavírus. Foram entregues 41 cestas básicas e 41 kits de higiene e limpeza na sede do projeto, com o apoio de educadores e educadores, dos agentes Cáritas e do pároco Pedro José de Lima. O padre informa que eles foram motivados pela Ação Emergencial da Igreja no Brasil “É tempo de cuidar”.
Quem organizou a ação foi a Cáritas diocesana de Pesqueira e a Adveniat. A iniciativa surgiu através da articulação realizada pela Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2, onde a Cáritas diocesana de Pesqueira está fazendo a gestão do projeto, junto com 6 entidades membros do estado de Pernambuco que possibilitará atender cerca 2.300 famílias.
A paróquia São Francisco de Assis, na diocese de Caxias (MA), produzir e distribuiu 393 refeições. Foto: print de vídeo.
Só no dia 20, a paróquia São Francisco de Assis, na diocese de Caxias (MA), produziu e distribuiu 393 refeições. Os voluntários prepararam as refeições observando todas as condições de higiene preconizadas pelas autoridades sanitárias. “Amar e servir sempre”, é o lema que anima a dedicação dos voluntários da paróquia nesta ação solidária.
Em uma mobilização em suas comunidades cristãs, a arquidiocese de Campo Grande (MS) colocou em prática a Campanha “É tempo de cuidar” e arrecadou cinco toneladas de alimentos e materiais de higiene e limpeza, que vão socorrer entidades que ao longo de muitos anos dedicam-se ao cuidado de crianças, famílias, idosos, atendendo a cerca de 600 famílias.
Campanha na arquidiocese de Campo Grande (MS) arrecadou 5 toneladas de alimentos. Foto: Comunicação da arquidiocese
Ações como estas se multiplicam no Brasil motivadas pela Ação Emergencial da Igreja no Brasil “É Tempo de Cuidar”, desenvolvida em parceria pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela Cáritas Brasileira. A ação solidária já está sendo desenvolvida em 96 dioceses e arquidioceses brasileiras. Já foram arrecadadas e distribuídas 2.304.554 toneladas de alimentos. A campanha recebeu R$ 1.751,564.
Mapa das Ações pelo Brasil
A 393 refeições distribuídas pela paróquia São Francisco de Assis, na diocese de Caxias (MA), estão contabilizadas nos 228.895 alimentos prontos para o consumo distribuídos até o dia 1º de julho. As refeições e marmitas, distribuídas principalmente para a população de rua, migrantes e refugiados, são incluídas nesta categoria. A ações são inseridas numa plataforma (surveymonkey) e constam de um mapa do Brasil com um monitoramento onde é possível acompanhar onde e em quais dioceses estão sendo desenvolvidas ações da campanha.
O secretário-executivo de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Patriky Samuel Batista, muitas dioceses têm feito muitas coisas, ao todo são 278 circunscrições eclesiásticas no Brasil, sendo 217 dioceses e 45 arquidioceses, mas ainda nem todas partilharam e socializaram o que estão realizando.
Registro das ações
Toda Ação Solidária Emergencial, em qualquer âmbito ou dimensão, deverá ser registrada. Por exemplo, se 10 paróquias realizarem ações, 10 formulários devem ser registrados. Caso as paróquias apresentem dificuldades nos registros, a diocese poderá responder apenas um formulário unificando as informações, desde que as paróquias não respondam individualmente para não duplicar resultados.
Se a resposta for parcial, o Comitê organizador da campanha recomenda responder apenas com os dados correspondentes ao período que a ação foi realizada e não ao total acumulado. As ações realizadas antes do lançamento da Ação Solidária Emergencial também devem ser registradas. O formulário para inserir os dados da sua comunidade, paróquia ou grupo pode ser acessado aqui.
Dúvidas podem ser esclarecidas no email: fernandozamban@caritas.org.br ou fone: 61 9.8224-0307
CNBB 

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CELEBRE EM SEU LAR O DIA DO SENHOR: ROTEIRO PARA CELEBRAÇÃO DO 14º DOMINGO COMUM


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Vivendo a dignidade de povo sacerdotal conferida pelo batismo, as famílias brasileiras são chamadas a celebrar em seus lares o Dia do Senhor. A Igreja celebra neste domingo, 5 de julho, o 14º Domingo do Tempo Comum e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia, oferece mais uma vez o roteiro “Celebrar em família”.
No centro da celebração da Palavra, o Evangelho de Mateus 11, dos versículos 25 ao 30, “A revelação aos pequenos”:
[…] Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados
sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós
o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de
coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu
fardo é leve. (Mt 11, 28-30). 
Neste contexto de pandemia, o roteiro pode ser uma valiosa opção para continuar em comunhão com a Igreja, principalmente às pessoas impossibilitadas por motivo de saúde ou idade, ou porque pertencem ao denominado ‘grupo de risco’, que devem ainda abster-se de participar das celebrações comunitárias dominicais, nos locais em que as missas já retornaram.
O roteiro tem uma oração pelo fim da pandemia extraída da mensagem Urbi et Orbi do Papa Francisco na Páscoa deste ano.
BAIXE O ROTEIRO DA CELEBRAÇÃO EM FAMÍLIA DO 14º DOMINGO DO TEMPO COMUM
Fonte:cnbb.org.br

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DIA DO HOSPITAL


Cuidar é humano, é divino. Usar máscara é cuidar. (Unsplash/ Jonathan Borba)

Embora o Código de Hamurabi regulamente a medicina, o cristianismo instaura a ideia de ajuda aos necessitados e doentes
Como são importantes os hospitais!
Como é importante usar a máscara para não sobrecarregar os hospitais.
"Aquilo de que a Igreja mais precisa hoje é a capacidade de curar as feridas e de aquecer o coração dos fiéis, a proximidade. Vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha...Curar as feridas... As pessoas têm de ser acompanhadas, as feridas têm de ser curadas”. Essa declaração do papa Francisco, onde Igreja é comparada a um hospital de campanha levanta a reflexão sobre a importância deles para a saúde.
Reze conosco em Meu dia com Deus
Como estamos tratando os hospitais?
Nestes tempos de pandemia, a saúde tem sido tema recorrente nos mais diversos setores da sociedade. A mídia aponta ora as mazelas dos serviços, a lotação dos hospitais, o preço dos planos de saúde; ora as inovações tecnológicas, os milagres da Medicina. O fato é que o número de vítimas seria infinitamente maior se não fossem os hospitais. É o lugar mais valioso que temos hoje.

Nos tempos antigos não era comum um espaço próprio para receber enfermos. Derivada do latim hospitalis, a palavra hospital deriva de hospes, com sentido de hospitalidade. Na antiguidade esses locais eram estabelecimentos que acolhiam pessoas miseráveis, órfãos, doentes mentais e até viajantes, que recebiam algum tipo de cuidado. Foi a história que reservou a denominação de hospital às casas de acolhida de doentes.
Mais de 2 mil anos antes de Cristo, o Código de Hamurabi, o mais antigo código do direito, regulamentava, de certa forma, a medicina. Mas é o Cristianismo que instaura a ideia de ajuda aos necessitados e doentes. "Os sãos não necessitam de médico, mas sim os doentes" (Mt 9,12). Desde então, os cristãos desenvolveram a ética do cuidado, com apoio do governo. Com o decreto de Milão, de 313 e o Concílio de Nicéia, de 325 o imperador Constantino dá ao Cristianismo liberdade no atendimento aos pobres e enfermos. Muitas ordens religiosas medievais se dedicaram a este trabalho. Calcula-se que só os beneditinos construíram mais de 2 mil hospitais.
Foi o aprimoramento da medicina o estímulo para a construção de espaços específicos para acolher doentes. Em 1283, na cidade do Cairo, uma edificação possuía enfermarias, médicos e enfermeiros no atendimento. O local era administrado por um médico. Em consequência da Revolução Industrial, práticas mais eficazes em higiene e saúde pública levam ao surgimento dos hospitais modernos. Doentes distanciados de seus familiares e da sociedade, atendidos em asilamento.
No Brasil, o primeiro foi o Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Olinda, inaugurado em 1540 junto com a Igreja de Nossa Senhora da Luz. Funcionou até 1630, quando o conjunto foi saqueado por holandeses e incendiado. A Santa Casa de Misericórdia de Santos foi erguida 1543, hospital mais antigo do país em funcionamento.

O Brasil possuiu cerca de 6 mil hospitais. A grande maioria, 1.786 concentra-se na região sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais (543). A maior parte dos hospitais (72,5%) estão nos municípios com mais de 500 mil habitantes. 69% são hospitais gerais e 57,4% possuem vínculo com o Sistema Único de Saúde (SUS). O SUS deve ser defendida a todo custo.
Das 34 cidades da região metropolitana de Belo Horizonte, oito concentram em seus hospitais 70% dos atendimentos de casos de Covid-19 da região. Faltam médicos intensivistas para colocar em funcionamento o hospital de campanha de Minas Gerais. Mas, a pior falta é a de respeito à coisa pública: a corrupção. Assistimos atônitos, em plena pandemia, com quase 60 mil mortes, o desvio de recursos destinados a compra de medicamentos e equipamentos que salvam vidas.
Os hospitais já foram abrigos, local de excluídos e indesejados. Hoje são espaços de práticas clínicas e médicas organizadas e local de aprendizado. Lugar sagrado de nascer e também morrer. Entretanto, o sistema os transformou em lugar de produtos, serviços e lucro. Serviços médicos, mão de obra e tecnologia, possuem valor de mercado.
Hospitais públicos que não acolhem os mais pobres jogam por terra a tese de Montesquieu, que considerava o Estado obrigado a assistir justamente os mais pobres: "No país do comércio, onde muitas pessoas não têm um oficio, o Estado é obrigado a prover as necessidades dos anciãos, dos doentes e dos órfãos".
Cuidar da saúde é dever do Estado. E um cuidado humanizado é a razão de ser de um hospital. O cuidado não corresponde a um procedimento clínico. "Cuidar é mais que um ato; é uma atitude que abrange mais que um momento de atenção. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro" (Leonardo Boff). Não se trata do "que deve ser feito", mas do "como fazer".
Há um desejo humano universal de cuidar e ser cuidado, um sentimento natural de "se importar com". Diz respeito à sobrevivência da espécie. O hospital nos mostra que não há limites para este imperativo ético. Ali, o sentimento de cuidado é por todas as pessoas. No hospital, vale a máxima: "Faça o bem sem olhar a quem". Somos "cuidadores uns dos outros" (Gen 4, 9). Cuidar é humano, é divino. Usar máscara é cuidar.
02 de julho é o Dia do Hospital. Cuidemos dos nossos hospitais, sempre. 

Fonte: Domtotal

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quarta-feira, 1 de julho de 2020

FALECEU GEORG RATZINGER, O IRMÃO DO PAPA EMÉRITO

Bento XVI com seu irmão George Ratzinger (Vatican Media)

O idoso prelado bávaro encontrava-se em Regensburg, na Baviera, a cidade onde viveu e onde há poucos dias recebeu a última visita do seu irmão. Tinham sido ordenados sacerdotes juntos.

Vatican News

Georg Ratzinger, irmão mais velho do Papa emérito, faleceu com a idade de 96 anos. Encontrava-se em Regensburg, a cidade onde viveu a maior parte da sua longa vida. Com a sua morte, Joseph Ratzinger, que em 18 de junho último desejou enfrentar uma viagem de avião para ver novamente o seu irmão moribundo, perdeu o único membro da família ainda vivo. Ordenados sacerdotes no mesmo dia, os dois irmãos - um músico e maestro de um famoso coral, o outro teólogo e depois bispo, cardeal e Papa - foram sempre muito unidos.
Nascido em Pleiskirchen, Baviera, em 15 de janeiro de 1924, Georg Ratzinger tocava órgão na igreja paroquial desde os 11 anos de idade. Em 1935 entrou no seminário menor de Traunstein, mas em 1942 foi alistado nas Reichsarbeitsdienst, e mais tarde na Wehrmacht, com a qual combateu também na Itália. Capturado pelos Aliados em março de 1945, permaneceu prisioneiro em Nápoles durante alguns meses antes de ser libertado e autorizado a regressar à sua família. Em 1947, junto com o seu irmão Joseph, entrou no seminário de Herzogliches Georgianum, em Munique. Em 29 de junho de 1951, ambos os irmãos, juntamente com cerca de quarenta outros companheiros, foram ordenados sacerdotes na Catedral de Freising pelo cardeal Michael von Faulhaber.
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Depois de se tornar maestro de capela em Traunstein, durante trinta anos, de 1964 a 1994, foi o diretor do coral da Catedral de Regensburg, o coral dos “Regensburger Domspatzen”. Viajou o mundo fazendo inúmeros concertos e dirigiu muitas gravações para a Deutsche Grammophon, Ars Musici e outras importantes empresas discográficas com produções dedicadas a Bach, Mozart, Mendelssohn e outros compositores.
Em 22 de agosto de 2008, agradecendo ao prefeito de Castel Gandolfo que concedeu a Georg a cidadania honorária, Bento XVI disse de seu irmão: "Desde o início da minha vida meu irmão sempre foi para mim não só um companheiro, mas também um guia confiável. Ele foi para mim um ponto de orientação e referência com a clareza e determinação de suas decisões. Ele sempre me mostrou o caminho a seguir, mesmo em situações difíceis".
"O meu irmão e eu - dissera Georg Ratzinger 11 anos atrás durante uma entrevista - éramos ambos coroinhas, ambos ajudávamos na Missa. Ficou logo claro, primeiro para mim e depois para ele, que a nossa vida seria a serviço da Igreja". E partilhou recordações da sua infância: "Em Tittmoning Joseph tinha recebido a crisma do cardeal Michael Faulhaber, o grande arcebispo de Munique. Ele tinha ficado impressionado e disse que também ele queria tornar-se cardeal. Mas, poucos dias depois daquele encontro, observando o pintor que pintava os muros da nossa casa, disse também que quando crescesse queria ser pintor...".
Georg Ratzinger era um homem simples e pouco habituado à diplomacia. Por exemplo, nunca escondeu o fato de não ter exultado com a eleição do irmão em abril de 2005: "Devo admitir que não esperava - disse ele - e fiquei um pouco decepcionado... Tendo em conta os seus onerosos compromissos, compreendi que a nossa relação teria de ser muito reduzida. Em todo o caso, por detrás da decisão humana dos cardeais está a vontade de Deus, e a ela devemos dizer sim".
Em 2011, Georg Ratzinger, entrevistado por uma revista alemã, dissera: "Se ele não conseguisse mais do ponto de vista físico, o meu irmão deveria ter a coragem de se demitir". E ele esteve entre os primeiros a receber, com meses de antecedência, a decisão histórica do Pontífice de renunciar ao ministério petrino por razões relacionadas à idade. "A idade faz-se sentir", comentou Georg após o anúncio em fevereiro de 2013 - "O meu irmão deseja mais tranquilidade na velhice". Apesar dos problemas com as pernas e com a visão, o irmão mais velho do Papa emérito continuou a viajar de Regensburg para Roma, permanecendo no mosteiro Mater Ecclesiae durante vários períodos, fazendo muitas vezes companhia a Bento XVI.
Também apareceu, com alguns trechos de entrevista, no documentário de 29 minutos realizado pelo jornalista Tassilo Forchheimer para a Bayerischer Rundfunk, uma emissora pública local da Baviera, que foi ao ar em janeiro de 2020. 

Fonte: Vatican News 

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CRISTO REDENTOR É CENÁRIO DO PRIMEIRO GRANDE TRIBUTO ÀS VITIMAS DA COVID-19 NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA, ÀS 19H


Na próxima quarta-feira, dia 1◦ de julho, uma missa em tributo às vítimas da Covid-19 será realizada no Cristo Redentor e transmitida para todo o Brasil. A celebração, que tem como tema “Para Cada Vida”, trará mensagens de solidariedade às famílias fortemente afetadas pelas perdas nesta pandemia, de gratidão aos trabalhadores e voluntários anônimos, assim como aos profissionais da saúde, e de esperança a todos os brasileiros. A celebração terá como cenário uma das sete maravilhas do mundo, considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO – o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro – e será transmitida ao vivo pelo Facebook e pelo YouTube da CNBB. Participam da organização do evento a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira, com apoio do Verificado – iniciativa das Nações Unidas para combate à desinformação.

A missa terá a honra de contar com uma mensagem de solidariedade e uma benção do Papa Francisco, vibrando pela chegada de dias melhores, e também com uma mensagem de dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB. A cerimônia religiosa será presidida pelo cardeal brasileiro dom Orani João Tempesta. “A nossa arquidiocese foi escolhida para ser o lugar de manifestar a nossa solidariedade e oração por aqueles que faleceram com essa pandemia. Justamente nesse altar, que é o Cristo Redentor, queremos colocar todas as pessoas do mundo inteiro que partiram, para que sejam recebidas na casa do Pai. E rezar pelos seus familiares para que consolados prossigamos na procura do bem e da paz.”, disse o Cardeal. Em seguida, uma projeção impactante será transmitida no Cristo Redentor, um dos maiores cartões-postais do mundo. Para encerramento da celebração, haverá um show da cantora Alcione, contribuindo para promover um momento de esperança, essencial em meio ao sentimento de fragilidade do cenário atual.
Com a celebração, a CNBB, a Cáritas Brasileira e o Verificado têm o objetivo de proporcionar uma homenagem para cada vida, além de humanizar este momento crítico pelo qual o mundo está passando, dando luz às vidas perdidas, que tendem a serem apenas estatísticas devido ao alto número de óbitos diários.
A celebração “Para Cada Vida” conta com o apoio do projeto Verificado, uma iniciativa global da Nações Unidas, que busca inundar os canais de comunicação com informações verificadas e transmitidas pela ONU envolvendo os temas de ciência, solidariedade e soluções, combatendo assim, a infodemia de desinformações em meio a esta pandemia que assola o mundo. O projeto conta com a colaboração da Purpose, uma das maiores organizações de mobilização social do mundo, e com o apoio de articulação do NEXUS, movimento global que facilita espaços de encontro entre as novas gerações de filantropos, empreendedores sociais e investidores de impacto.
Sobre o projeto Verificado
O projeto Verificado é uma iniciativa global ONU que tem o objetivo de combater a infodemia de desinformação em meio à pandemia, compartilhar informações que salvam vidas e orientações baseadas em fatos e histórias do melhor da humanidade. O site Verificado traz uma galeria de informações verificadas e transmitidas pelas Nações Unidas. Na busca de inundar os canais de comunicação, as mensagens são baseadas em três frentes: Ciência – para salvar vidas, Solidariedade – para promover cooperação local e global; e Soluções – para defender o apoio a populações impactada. Acesse: www.compartilheverificado.com.br

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O PAPA AOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO: A UNIDADE NA DIVERSIDADE INSPIRE O SERVIÇO AO BEM COMUM


Com o olhar do Espírito é possível superar o racismo e a indiferença. É o que recorda o Papa Francisco na mensagem para a Conferência Católica dos Meios de Comunicação 2020, na qual exorta a estar unidos numa época marcada pela polarização, até mesmo na comunidade católica.
Debora Donnini/Mariangela Jaguraba – Vatican News
Foi divulgada, nesta terça-feira (30/06), a mensagem do Papa Francisco para a Conferência Católica dos Meios de Comunicação promovida pela Associação Católica de Imprensa dos Estados Unidos e Canadá sobre o tema “Juntos, enquanto estamos separados” (Together While Apart) que expressa o sentido de unidade não obstante o distanciamento por causa da pandemia de coronavírus. Este ano, pela primeira vez na história, a conferência se realiza virtualmente por causa da emergência sanitária que estamos vivendo. Tem início neste dia 30 de junho e prossegue até 2 de julho.  
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Referindo-se à Mensagem para o Dia das Comunicações Sociais do ano passado, o Papa Francisco sublinha “como é essencial a missão dos meios de comunicação para manter as pessoas unidas, encurtando distâncias, fornecendo as informações necessárias e abrindo as mentes e os corações à verdade”.
Esta é uma tomada de consciência importante que já levou à criação dos primeiros jornais católicos nos Estados Unidos, como é evidente no caso do “Catholic Miscellany, publicado em 1822 em Charleston por dom John England, seguido por muitos jornais e periódicos”. Hoje, como naquela época, as “nossas comunidades precisam dos meios de comunicação para informar e unir", escreve o Papa,
Necessidade de ajudar a distinguir o bem do mal
“O ideal da unidade na diversidade, no lema dos Estados Unidos”, deve inspirar também o serviço oferecido ao bem comum: uma necessidade que para Francisco “é hoje ainda mais urgente, numa época marcada pelo conflito e pela polarização da qual nem sequer a comunidade católica parece estar imune”. E na mensagem, o Papa explica como isso se desenrola concretamente para aqueles que trabalham na comunicação. “Precisamos de meios de comunicação capazes de construir pontes, defender a vida e abater muros, visíveis e invisíveis, que impedem o diálogo sincero e a verdadeira comunicação”, ressalta o Pontífice, lembrando que é necessário também “meios de comunicação que possam ajudar as pessoas, sobretudo os jovens, a distinguir o bem do mal, a fazer julgamentos corretos, baseados numa apresentação clara e imparcial dos fatos, a compreender a importância do compromisso com a justiça, a concórdia social e o respeito pela Casa comum”. Portanto, precisamos de homens e mulheres de princípio que protejam a comunicação de tudo o que possa distorcê-la ou desviá-la para outros objetivos”.
Sejam um sinal de unidade entre vocês
“Peço-lhes para que sejam unidos e sejam também sinal de unidade entre vocês”, escreve o Papa, dirigindo-se tanto aos pequenos quanto aos grandes meios de comunicação, porque “na Igreja, somos todos membros de um só corpo".
Toda comunicação tem a sua fonte última na vida de Deus
A comunicação “não é apenas uma questão de competência profissional”, mas de atestar pessoalmente a verdade da mensagem que transmitimos porque “toda comunicação tem sua fonte última na vida do Deus Uno e Trino, que partilha conosco a riqueza de sua vida divina e nos pede, por sua vez, para comunicar esse tesouro aos outros, unidos no serviço de sua verdade”.
Promover a verdade e a dignidade humana
O Papa recorda a importância de ter o olhar do Espírito, pois somente assim “podemos trabalhar eficazmente para vencer as doenças do racismo, da injustiça e da indiferença”, e também ajudar os outros a contemplar as situações e pessoas com os olhos do Espírito. “Onde o nosso mundo fala muitas vezes com adjetivos e advérbios, que os comunicadores cristãos possam falar com nomes que reconheçam e promovam a reivindicação silenciosa da verdade e favoreçam a dignidade humana”, ressalta Francisco. E onde o mundo vê conflitos e divisões, ele os exorta a dar voz às exigências dos pobres, dos necessitados de misericórdia e compreensão.
Unidos e fortes em relação às modas fugazes
“Que o espírito de comunhão com o Bispo de Roma, que sempre foi um sinal distintivo da imprensa católica em seus países, mantenha todos vocês unidos na fé e fortes no que diz respeito às modas culturais fugazes que não têm o perfume da verdade do Evangelho”, conclui Francisco, recordando que nesta segunda-feira foi celebrada a Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, e exortando a rezar juntos pela paz no mundo.

Fonte:Vatican News


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A BIBLIOLATRIA DE VÁRIOS EVANGÉLICOS


 
Tratar o texto bíblico como amuleto ou, ainda, rejeitar a
Tradição cristã está muito longe daquilo que Jesus anuncioue
também da proposta da Reforma Protestante (Unsplas Ian Espinosa)
O cristianismo não deve se ver como religião do livro, mas se assumir como religião da Palavra
Todo mundo que conhece um pouco a respeito da Reforma Protestante sabe o valor que é dado ao texto bíblico. O princípio da Sola Scriptura de Lutero, que afirma terem as Escrituras primazia sobre a Tradição (no caso de conflito em relação à doutrina cristã) foi, sem dúvida, uma das principais mudanças trazidas para o cristianismo por todo o movimento reformador.
A ênfase nas Escrituras, por sua vez, ao longo da história do protestantismo, foi criando a ideia de que a Tradição como um todo deveria ser rejeitada, não importando em nada para a fé. Embora não tenha sido essa a proposta de Lutero, hoje é muito comum e grande o desprezo de muitos cristãos, principalmente evangélicos, por esse tema. Muitas vezes se considera, erroneamente, a Tradição como sinônimo de idolatria.
No entanto, curiosamente se nota que a ênfase no texto bíblico se transformou, para muitos evangélicos, na idolatria que tanto condenam no catolicismo. É muito comum a bibliolatria no meio evangélico, principalmente entre aqueles e aquelas que usam versículos bíblicos como uma espécie de amuleto, na esperança de que a bíblia aberta em alguma passagem (geralmente o salmo 23 ou o 91) previna de algum mal acontecer ao seu lar; ou ainda, que um versículo pregado na traseira do carro evite seu roubo ou alguma avaria. Essa visão mística a respeito do texto bíblico, infelizmente, ainda é muito recorrente, o que revela uma incompreensão a respeito do que ele vem a ser.
Da mesma forma, é comum a pregação de sua literalidade, sem se atentar para o fato de que o próprio texto traz em si diversas incoerências e até mesmo posições contraditórias (basta, para isso, tomar os escritos da Lei e os Evangelhos para perceber que não poucas vezes Jesus agiu indo contra as pregações fundamentalistas dos fariseus que consideravam o texto mais importante do que os ensinamentos que nele se encontravam). Essa literalidade, por sua vez, tem como consequência a repetição daquilo que diversas religiões fundamentalistas de cunho textual fazem: assumirem-se como detentoras de um texto revelado e, por isso mesmo, responsáveis por converterem todas as pessoas que não pensam da mesma forma naquilo que suas escrituras sagradas afirmam. Com isso, tornam-se intolerantes e não raras vezes cruéis, seja em nível físico, seja em nível psicológico, para com as pessoas consideradas infiéis.
O Evangelho anunciado por Jesus, no entanto, segue na direção contrária a esse raciocínio e o próprio movimento inaugurado por ele não se entendeu como uma religião do livro, antes, como a religião da Palavra de Deus que se fez carne. Ou seja, o cristianismo, a religião que surge a partir da compreensão da mensagem de Jesus, jamais deveria angariar para si o desejo de ser uma religião do livro, mas, sim, afirmar-se por meio de seus atos como a religião da Palavra. Reconhecer a verdade como uma pessoa (Jo 14,6), assim, deveria fazer com que toda soberba e toda pretensão de conhecimento absoluto caísse por terra, visto que o caráter da pessoalidade é, justamente, sua impossibilidade de ser conhecida em sua inteireza, sendo essa também a característica do próprio Deus que é infinitamente maior do que aquilo que nossas definições sejam capazes de dizer sobre ele.
Tratar o texto bíblico como amuleto ou, ainda, rejeitar a Tradição cristã está muito longe daquilo que Jesus anunciou e também da proposta da Reforma Protestante, quando anunciada por Lutero. Nesse sentido, recuperar a característica de ser uma religião da Palavra é fundamental caso a teologia cristã queira ser uma voz digna de ser ouvida na sociedade atual.
 Longe dos rigorismos dos textos, a pessoa de Deus, que é amor, é reconhecida por meio dos atos concretos de amor ao próximo. Ser religião da Palavra é, portanto, afirmar a mensagem de Jesus, a Palavra, levando a boa nova de que Deus se importa com a humanidade e, em seu amor, deseja se relacionar novamente com ela.
*Fabrício Veliq é protestante e teólogo. Doutor em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte (FAJE), Doctor of Theology pela Katholieke Universiteit Leuven (KU Leuven), Bacharel em Filosofia e Licenciado em Matemática (UFMG) E-mail: fveliq@gmail.com. Site: www.fabricioveliq.com.br

Fonte:domtotal.com 


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