sábado, 7 de dezembro de 2019

O SIGNIFICADO DE ESPERAR PELA VOLTA DE JESUS CRISTO

Escrituras tratam de uma teologia da história, que visa a resistência para os tempos presentes e a esperança para os futuros
Meninos seguram velas enquanto durante celebração na Jordânia: memória da encarnação do Filho de Deus (Ali Jarekji, Reuters)

Felipe Magalhães Francisco*

Os evangelhos conservam uma promessa: a de que Jesus voltaria. Desde então, essa esperança se faz presente no credo de cristãos e cristãs de todos os tempos. Desde a efervescência do pentecostalismo e do neopentecostalismo, essa pauta está terminantemente presente nas pregações e na expectativa religiosa dos fiéis. Para os cristãos da década de 50 do primeiro século, tal questão era também fundamental, basta que olhemos com atenção para a Primeira Carta aos Tessalonicenses e, depois, para a Segunda Carta, por exemplo.

Os católicos e protestantes históricos estão vivendo um período, no calendário litúrgico, de preparação para o Natal, cujo nome é advento. Essa preparação para o Natal tem um aspecto imediato: estamos às portas da festa da memória da encarnação do Filho de Deus em meio à nossa humanidade. Mas essa preparação extrapola o sentido imediato e serve como um tempo sacramental-pedagógico para todo o cotidiano da existência: estarmos preparados e vigilantes para a segunda vinda do Senhor.

Tempos, pois, duas realidades no cristianismo, ligadas à espera pela segunda vinda de Cristo: de um lado, o catolicismo e o protestantismo histórico, com suas ritualidades mais sóbrias e, de outro, o pentecostalismo e o neopentecostalismo, com uma pregação mais apaixonada. A pergunta que aqui nos propomos, a partir disso, diz respeito a qual sentido os fiéis cristãos atribuem a essa expectativa. Este espaço, porém, não dedicaremos a uma busca por essa resposta, dado a multiplicidade de compreensões teologias que compõem os cristianismos na atualidade. Mas, a partir da pergunta, os três artigos que compõem nosso Especial buscam estreitar a compreensão do sentido profundo do que significa esperar pela vinda de Cristo e sobre o que é viver o tempo do advento.

Se voltarmos o olhar para os textos bíblicos, perceberemos que os autores sagrados recorrem a um gênero literário muito específico, o da apocalíptica, para falar sobre a segunda vinda de Cristo. O risco maior é que cristãos e cristãs tomem esses textos de forma literal, fundamentalista. Textos apocalípticos são verdadeiros labirintos: é preciso destreza para não se perder em meio às imagens e símbolos. Um fio que nos orienta à compreensão das perspectivas apocalípticas é descobrir que elas se tratam de uma teologia da história, que visam a resistência para os tempos presentes e a esperança para os futuros. No Dom Especial desta semana, na esteira de mergulhar no significado do que significa esperar pela segunda vinda de Cristo, não trabalhamos a literatura apocalíptica em si, mas, a partir dela, os três autores propõem uma verdadeira teologia da história, em textos carregados de afeto e inspiração.

No primeiro texto,A vinda do Senhor deve ser esperada e não programada, Rodrigo Ferreira Costa trilha um percurso do significado do que é a esperança cristã, buscando perceber nela os traços de um Deus que está sempre vindo, de um Deus que passa. No segundo artigo, Daniel Couto nos conduz pela Pedagogia do advento: encontro com Deus na simplicidade de uma criança, em que nos ajuda a percorrer um caminho de compreensão de como nosso tempo se entrelaça com o tempo litúrgico. Encerra, pois, nossa reflexão, César Thiago do Carmo Alves, com o artigo Direitos humanos e a conversão necessária para o advento, no qual nos inspira um caminho de transformação, a partir da espiritualidade do advento, que é espera existencial concreta do Deus que vem!

Boa leitura!

Fonte: Domtotal
*Felipe Magalhães Francisco é teólogo. Articula a Editoria de Religião deste portal. É autor do livro de poemas Imprevisto (Penalux, 2015). E-mail: felipe.mfrancisco.teologia@gmail.com
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PREGAÇÃO DE ADVENTO: DIZER "SIM" A DEUS EXALTA A DIGNIDADE HUMANA

A pregação desta sexta foi dedicada à Anunciação. “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1,38)”.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco e seus colaboradores da Cúria Romana participaram na manhã desta sexta-feira (06/12), na capela Redemptoris Mater da Primeira pregação do Advento.

O pregador da Casa Pontifícia, Fr. Raniero Cantalamessa escolheu como tema das pregações de Advento um trecho do Evangelho de Mateus (2, 11): “Viram o menino com Maria, sua mãe” – Rumo ao Natal, acompanhados pela Mãe de Deus.
Maria não celebrou, mas viveu o Advento

Cada ano, explicou o frade italiano, a liturgia nos prepara para o Natal com três grandes guias: Isaías, João Batista e Maria; o profeta, o precursor, a mãe.

O primeiro o anunciou de longe, o segundo o apontou presente no mundo, a mãe o trouxe no ventre. “Para este Advento de 2019, pensei em nos confiar inteiramente à Mãe”, introduziu o Fr. Cantalamessa.

Ninguém melhor do que Ela pode nos predispor a celebrar o nascimento do Redentor. Ela não celebrou o Advento, viveu-o em sua carne; como toda mulher gestante, sabe o que significa estar “à espera” e pode nos ajudar a viver este Advento com uma fé cheia de espera.

Fr. Cantalamessa dividiu as pregações em três momentos nos quais a Escritura apresenta Maria no centro dos acontecimentos: a Anunciação, a Visitação e o Natal.
Ato de fé mais decisivo da história

A pregação desta sexta foi dedicada à Anunciação. “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1,38).”

Com estas poucas e simples palavras, afirmou o frade italiano, realizou-se o maior e mais decisivo ato de fé na história do mundo. Esta palavra de Maria representa o cume de qualquer comportamento religioso perante Deus, porque expressa, da maneira mais elevada, a passiva disponibilidade unida à ativa prontidão, o vazio mais profundo acompanhado da maior plenitude.

“Creiamos também nós! A contemplação da fé de Maria leva­-nos a renovar, antes de tudo, o nosso ato pessoal de fé e de abandono em Deus.”

Eis a importância decisiva de dizer a Deus, uma vez na vida, um “faça-se, fiat”, como o de Maria. Quando isso acontece, temos um ato envolto no mistério, porque implica, ao mesmo tempo, graça e liberdade; é uma espécie de concepção. A criatura não pode fazer este ato sozinha; por isso, Deus a ajuda, sem tirar sua liberdade.

“O que se precisa, pois, fazer?”, questionou o frade franciscano. É simples: depois de ter rezado, é preciso dizer a Deus com as mesmas palavras de Maria: “Eis aqui o servo, ou a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra!”.

“Sim, meu Deus, digo amém a todo o teu projeto, entrego-me a ti!”
"Fiat" com desejo e alegria

Porém, advertiu o Fr. Cantalamessa, é preciso lembrar que Maria disse o seu “fiat” com desejo e alegria.

Quantas vezes repetimos essas palavras num estado de espírito de resignação mal encoberta, como que baixando a cabeça e cerrando os dentes: “Se não há outro jeito, então faça-se a tua vontade!”.

“Maria ensina-nos a dizê-lo de maneira diferente. Sabendo que a vontade de Deus a nosso respeito é infinitamente mais bela e mais rica de promessas do que qualquer projeto nosso.”

Como Maria, devemos dizer cheios de desejo e quase com impaciência: “Seja logo realizada em mim, ó Deus, a tua vontade de amor e de paz!”.

“Com isso, a vida humana atinge seu sentido e sua mais alta dignidade. Dizer 'sim', 'amém' a Deus, não humilha a dignidade do homem, como às vezes se pensa hoje, mas a exalta.” 

Fonte: Vatican News 
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quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

CARTA SOBRE O ENCONTRO AMPLIADO DO COMIRE NE 5

Nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro 2019, na paróquia São Francisco de Assis em Alto Alegre do Pindaré, diocese de Viana-MA, realizou-se o encontro ampliado do Conselho Missionário Regional (COMIRE NE 5).

Refletimos sobre:
-Como ser presença como sinal de um compromisso profético social, afim de que possamos ter mais clareza sobre a nossa presença nas periferias existenciais e geográficas, fortalecendo o protagonismo de quem aí vive. O texto será retomado na reunião da executiva marcada para fevereiro.

-Os compromissos aprovados em Paraibano/MA durante a assembleia do COIMIRE, em junho passado;

- As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil em ligação com o Programa Missionário Nacional;

-As Orientações do Sínodo sobre a Amazônia.
Agradecemos a cada um/uma de vocês missionário(a)s representates das dioceses que se fizeram presents e partilharam a bonita caminhada de discípulos/missionários de Jesus em cada diocese. Logo, somos a maior riqueza da Igreja. Que alegria e que responsabilidade!

Sentimos falta dos representantes das dioceses de Carolina, Zé Doca, Brejo, São Luís e de vários organismos que fazem parte do COMIRE.

Expressamos nossa #gratidão à diocese de Viana, na pessoa de Pe. Olivan Reis Lima, que em espírito de sinodalidade e comunhão, nos acolheu com muita fraternidade, oferecendo-nos hospedagem, e alimentaão fruto da partilha das famílias. Deus recompense todos.

Das dioceses representadas, quase todas fizeram a prestação de contas da Rifa para ajudar na sustentação das atividades do COMIRE.

Ficou definido que as dioceses que ainda não prestaram contas têm até o dia 20 de dezembro para fazer o depósito e contactar Pe. Lúcio de Balsas. O COMIRE precisa dessa ajuda para sua auto- sustentação.

Caminhemos firmes e fieis no seguimento a Jesus de Nazaré, nosso Mestre, nas nossas comunidades, paróquias, dioceses na disponibilidade para acolher e contribuir para que os sinais do Reino de Deus sejam ainda mais fortes.

A assembleia ficou marcada para 26 a 28 de junho 2020. Com um grande abraço da Coordenação Executiva do Conselho Missionário Regional COMIRE NE 5.










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COMUNIDADE SÃO VICENTE DE PAULO EM BURITICUPU REALIZA MAIS UMA ETAPA NA CONSTRUÇÃO DE SUA IGREJA

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo” Ap3,20

“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios”! Obrigado, obrigada! Salmos 103:2

De fato hoje é um dia de júbilo e festa. Estamos cobrindo a Igreja de São Vicente Paulo uma alegria da comunidade.

Tudo começou na casa de dona Ednalva, ela e sua família acolheram o chamado do Senhor abrir as portas de sua casa para dar início a está missão.
No dia 04 de abril começaram acontecer as celebrações e reuniões. 
Um sonho a caminho de estar realizado, com a contribuição de nossas irmãs e irmãos da comunidade, e todos os que contribuíram com materiais e trabalho voluntario, agradecer a todos e todas a quem tem estado a frente de esta missão nosso Irmão Jose Filho, Ministro extraordinário da comunhão, irmão Wagner o animador da comunidade a Irmã Marili, Eliane.

Mas a fé do nosso povo é muito maior do que os desafios, a comunidade antes de ser igreja física, somos e temos um templo espiritual que somos cada um de nós, onde habita o Espírito Santo de Deus, Somos comunidade “Esse Espírito é vento incessante que nada há de prender… Ele sopra até no absurdo que a gente não quer ver” … Esse Espírito nos moveu, e por isso, começamos a ir respondendo ao chamado de Deus.

A obra começou em julho onde nos preparávamos para realizar o primeiro festejo ao padroeiro São Vicente Paulo.
O Espírito que faz novas todas as coisas, suscitou, irmãos e irmãs que abraçaram está obra como uma missão de amor e outras pessoas de boa vontade. 

Precisávamos de um lugar para celebrar com a comunidade. Aos irmãos e irmãs e colaboradores que não mediram esforços e fizeram o possível para estar nesta etapa de nossa Igreja.

















Fonte: Paróquia Santa Luzia/Terra Bela 
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O PAPA: QUEM ESCOLHE CRISTO NÃO RECORRE AO MAGO, A MAGIA NÃO É CRISTÃ

"Essas coisas que são feitas para adivinhar o futuro ou adivinhar muitas coisas ou mudar as situações da vida não são cristãs. A graça de Cristo dá tudo a você: reze e confie-se ao Senhor”, disse Francisco em sua catequese.

Mariangela Jaguraba - Cidade do Vaticano

«Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho». O ministério de Paulo em Éfeso e a despedida dos anciãos. Este foi o tema da catequese do Papa Francisco, extraído do Livro dos Atos dos Apóstolos, na Audiência Geral, desta quarta-feira (04/12), realizada na Praça São Pedro.

“A viagem do Evangelho no mundo continua sem parar e passa pela cidade de Éfeso, manifestando o seu significado salvífico. Graças a Paulo, cerca de doze homens recebem o batismo em nome de Jesus e experimentam a efusão do Espírito Santo que os regenera”, frisou o Papa. “Vários são os milagres que se realizam por meio do Apóstolo: os doentes ficam curados e os possuídos são libertados. Isso acontece porque o discípulo assemelha-se a seu Mestre e o torna presente comunicando aos irmãos a mesma vida nova recebida Dele”, sublinhou Francisco.

A fraqueza das artes mágicas

Segundo o Papa, “a força de Deus que se manifesta em Éfeso tira a máscara de quem quer usar o nome de Jesus para fazer exorcismos, mas sem ter a autoridade espiritual para fazê-lo, e revela a fraqueza das artes mágicas, que são abandonadas pelas pessoas que escolhem Cristo. Uma verdadeira mudança para uma cidade, como Éfeso, que era um lugar famoso pela prática de magia. São Lucas sublinha a incompatibilidade entre a fé em Cristo e a magia".

“Se você escolhe Cristo não pode recorrer ao mago: a fé é abandono confiante nas mãos de um Deus confiável que se mostra não através de práticas ocultas, mas pela revelação e com amor gratuito.”

Talvez alguns de vocês podem dizer: Ah, sim, essa história de magia é antiga. Hoje, com a civilização cristã, isso não acontece. Fiquem atentos! Eu lhes pergunto: quantos de vocês vão atrás de tarô, quantos de vocês vão procurar as pessoas que leem as mãos e as cartomantes? Ainda hoje, nas grandes cidades, os cristãos práticos ainda procuram essas coisas.

“Mas, se você acredita em Jesus Cristo, porque vai procurar o mago, a cartomante, todas essas pessoas? Por favor: a magia não é cristã. Essas coisas que são feitas para adivinhar o futuro ou adivinhar muitas coisas ou mudar as situações da vida não são cristãs. A graça de Cristo dá tudo a você: reze e confie-se ao Senhor.”

A difusão do Evangelho em Éfeso prejudica o comércio dos ourives que fabricavam as estátuas da deusa Ártemis, fazendo de uma prática religiosa um verdadeiro negócio. “Vendo diminuir a atividade que dava muito dinheiro, os ourives organizam uma revolta contra Paulo, e os cristãos são acusados de terem colocado em crise a categoria de artesãos, o santuário de Ártemis e o culto a essa deusa”, disse ainda o Papa.

Entrega pastoral

Depois, Paulo parte de Éfeso. Vai diretamente a Jerusalém e chega a Mileto. Ali, chama os anciãos da Igreja de Éfeso, os presbíteros, para fazer uma entrega “pastoral”. Estamos no final do ministério apostólico de Paulo e Lucas nos apresenta o seu discurso de despedida, um testamento espiritual que o apóstolo dirige àqueles que, após sua partida, deverão guiar a comunidade de Éfeso.

Esta é uma das páginas mais bonitas do Livro de Atos dos Apóstolos: eu aconselho vocês a pegar hoje o Novo Testamento, a Bíblia, o capítulo 20 e ler esta despedida de Paulo aos presbíteros de Éfeso, que ele faz em Mileto. É uma maneira de entender como o apóstolo se despede e também como os presbíteros hoje devem se despedir e também como todos os cristãos devem se despedir. É uma página bonita. Não se esqueçam: Atos dos Apóstolos, capítulo 20, versículos de 17 em diante.

O pastor deve vigiar

Na parte exortativa, Paulo incentiva os responsáveis da comunidade: “Vigiem a si mesmos e todo o rebanho: e este é o trabalho do pastor: vigiar. O pastor deve vigiar, o pároco deve vigiar, fazer vigília, os presbíteros devem vigiar, os bispos, o Papa deve vigiar. Isto é: vigiar para proteger o rebanho, e vigiar a si mesmo, examinar a consciência e ver como ela cumpre esse dever de vigiar”.

O Papa concluiu sua catequese, pedindo ao Senhor para renovar em nós o amor pela Igreja e pelo depósito da fé que ela preserva, e nos tornar corresponsáveis pela tutela do rebanho, apoiando os pastores na oração para que manifestem a firmeza e a ternura do Divino Pastor.

Ao saudar os peregrinos de língua portuguesa o Papa disse:

Saúdo com afeto os peregrinos de língua portuguesa, em particular o grupo brasileiro de Nossa Senhora do Livramento, de Vitória de Santo Antão, encorajando a todos a apostar em ideais grandes, ideais de serviço que engrandecem o coração e tornam fecundos os seus talentos. Confiem em Deus, como a Virgem Maria!

Fonte: Vatican News 
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

O PAPA: DAR DIGNIDADE E PARTICIPAÇÃO ÀS PRSSOAS COM DEFICIÊNCIAS


Papa com pessoas com deficiências 

Mensagem do Papa Francisco por ocasião do Dia Internacional das Pessoas com Deficiências.

Jane Nogara - Cidade do Vaticano

O Papa Francisco enviou uma mensagem por ocasião do Dia Internacional das Pessoas com Deficiências comemorado nesta terça-feira, 3 de dezembro.

Francisco inicia sua mensagem convidando a “renovar o nosso olhar de fé que vê em cada irmão ou irmã a presença do próprio Cristo”.

Tornar o mundo mais humano

Embora tenham sido feitos grandes progressos no âmbito médico e assistencial, recorda o Papa, “ainda hoje se constata a presença da cultura do descarte e muitos deles sentem que existem sem pertencer e sem participar”. E para tutelar os direitos das pessoas com deficiências e suas famílias devemos “tornar o mundo mais humano removendo tudo o que lhes impede de viver uma cidadania plena, e os obstáculos do preconceito, favorecendo a acessibilidade aos lugares e a qualidade de vida, considerando todas as dimensões do homem”.
Ungir-lhes de dignidade

Francisco reitera que para cuidar das pessoas com deficiências temos que principalmente “caminhar juntos e ungir-lhes de dignidade para uma participação ativa na comunidade civil e eclesial".

Em seguida o Papa recordou dos “exilados ocultos”, que vivem em nossas casas, famílias e sociedade. “Penso em pessoas de todas as idades, principalmente idosos, que por alguma deficiência, algumas vezes sentem-se um peso, uma ‘presença incômoda’". E mais uma vez o Pontífice exorta todos a “reconhecer a dignidade de cada um sabendo que para isso não depende a funcionalidade dos cinco sentidos”.

“ Precisamos criar anticorpos contra uma cultura que considera vidas de série A e outras de série B: isso é pecado social!”

E pondera: “De fato fazer boas leis e derrubar as barreiras físicas é importante, mas não suficiente, se não for mudada a mentalidade, se não se supera a cultura que causa desigualdades, impedindo às pessoas com deficiência a participação ativa na vida diária”.

Conclui afirmando que “uma pessoa com deficiência, para se construir, precisa não apenas existir, mas também pertencer a uma comunidade”. 

Fonte: Vatican News 
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FESTA DE SÃO FRANCISCO XAVIER EM BURITICUPU

Fiéis de várias comunidades celebraram no dia de ontem(03), no bairro Sagrima a grande festa de São Francisco Xavier, padroeiro desta comunidade. A festa aconteceu com a presença de várias comunidades que vieram da Quarta Vicinal, Vila André, Nossa senhora de Guadalupe, São José de Ribamar, Piçarreira, Nova Buriti, Matriz e da própria comunidade Sagrima.

São Francisco Xavier foi, e é um grande exemplo de missionário  do seu tempo e também da atualidade. Durante a Santa Missa que foi presidida pelo nosso pároco Pe. Antônio Rodriguês, ele nos lembrou da importância de São Francisco Xavier na evangelização da  nossa Igreja. Francisco conviveu com a diversidade e soube acolher a todos. Através de seus gestos de amor conseguiu difundir o amor de Cristo na vida de muitas pessoas. Padre Antônio falou da importância do encontro com o outro, que devemos utilizar do conhecimento adquirido para se aproximar do outro, respeitando sua cultura, seu modo de viver.
Que São Francisco Xavier possa nos ajudar a sermos cada vez mais missionários e missionárias que ajude a levar a Boa Nova de Jesus a todos que precisam.
No final da celebração a comunidade acolheu as duas crianças e suas famílias que com gesto de amor e partilha colaborou na divulgação do festejo e também com a sua ajuda material. 
Após a bênção final muita confraternização acompanhada  dae várias comidas típicas.

























Fonte: Pascom da Paróquia Santa Rita de Cássia

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