quinta-feira, 16 de novembro de 2017

REFUNDAR E FAZER NOVA A REPÚBLICA

O dia 15 de novembro comemora a proclamação da República, iniciando primeiro com a derrubada do ministério, conclui-se com o Marechal Deodoro da Fonseca com o fim do Império, instalando-se assim a República que foi referendada definitivamente por plebiscito, em 1993. O conhecido e estimado sociólogo Herbert José de Souza falava no fim dos anos oitenta de fazer nova a República.
De veras, pelo que se vê na crise do sistema político e da extensão do câncer da corrupção, o espírito republicano é muito incipiente ainda nos agentes públicos e não se tornou cultura e vivência cidadã. A velha tese do patrimonialismo e da prática da transgressão e contravenção justificada, muitas vezes com a expressão “jeitinho brasileiro”, foi deturpando instituições e escancarando esquemas de propinoductos, com uma relação incestuosa e delinqüente entre setores do empresariado e os dirigentes da classe política.
Torna-se necessário renascer para uma verdadeira cultura republicana que faça penetrar na sociedade civil e suas lideranças políticas o espírito público de integridade, serviço e probidade que o Estado de Direito reclama e exige. Precisamos terminar com as castas que se enquistam no poder público distribuindo benesses e privilégios para os seus comparsas.
Certamente estas mudanças serão vitoriosas somente com uma cidadania vigilante, atuante, e consciente, mobilizando a sociedade civil em torno a uma democracia social, viva e participativa. Trata-se de dizer alto e de bom tom, que a lei é para todos(as), que não vamos reeleger nenhum corrupto, que haverá tolerância zero com candidatos ficha suja que querem perpetuar o reinado da roubalheira e apropiação das verbas públicas.
Quem rouba milhões, mata milhões, não se defendem direitos humanos e sociais deixando impune a corrupção, sem tocar nos tentáculos das máfias do poder. Que o Evangelho do poder-serviço nos leve a construir um Brasil republicano, centrado na justiça, na integridade e no bem comum. Deus seja louvado!
Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Fonte: CNBB




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