terça-feira, 5 de dezembro de 2017

BISPOS DA BACIA DO SÃO FRANCISCO DENUNCIAM A DESTRUIÇÃO LENTA E CRUEL DA BIODIVERSIDADE DO RIO

Com o objetivo de estudar e discutir a realidade do Rio São Francisco e encaminhar o posicionamento pastoral dos bispos em vista de sua revitalização, em comunhão com o ensinamento do Papa Francisco em sua Carta Encíclica, Laudato Sí, realizou-se nos dias 21 e 22 de novembro, no Centro de Treinamento de Lideres (CTL), em Bom Jesus da Lapa, o primeiro Encontro dos Bispos da Bacia do São Francisco. Uma iniciativa assumida na Assembleia do Regional Nordeste III.
Onze bispos da Bahia, Pernambuco, Sergipe e de Minas Gerais juntamente com representações da Igreja Católica reuniram-se para se inteirar de forma mais profunda sobre a realidade hídrica da região da Bacia do São Francisco.
O encontro contou ainda com a presença de peritos, estudiosos e agentes de pastorais sociais que apresentaram um diagnóstico sobre a conjuntura hídrica da Bacia do São Francisco, com diversos dados da realidade da região, especialmente do Cerrado, principal fonte de abastecimento do velho Chico. Entre os assessores estavam Roberto Malvezzi (“Gogó”) da Diocese de Juazeiro/BA e especialista no tema, o Prof. José Alves Siqueira da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) em Petrolina e membros da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Segundo os participantes, é urgente a criação da Moratória do Cerrado, onde as liberações de supressão vegetal e de outorga precisariam ser suspensas por um período, dando tempo para a recuperação do lençol freático.
A teologia e orientação pastoral da Laudato Si repercutiram no encontro com sua chamada à “conversão ecológica”, ao cuidado com a casa comum e à ética da responsabilidade ambiental. Na conclusão do encontro, alguns encaminhamentos foram apresentados, como: (1) Lançamento da Carta do Bom Jesus da Lapa no Primeiro Domingo do Advento; (2) Ações de sensibilização e educação junto às comunidades e ao povo para o cuidado, defesa e revitalização do São Francisco; (3) Ações junto às autoridades e aos governos para responder ao SOS do São Francisco.

 Fonte: CNBB

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