segunda-feira, 9 de abril de 2018

"JEZU,UFAM TOBIE!" JESUS EU CONFIO EM TI!

A Igreja festejou neste II Domingo de Páscoa, a Festa da Divina Misericórdia, instituída por São João Paulo II. Padre Arnaldo Rodrigues nos traz uma reflexão sobre o significado da misericórida em nossa vida.

São João Paulo II, no dia 30 de abril do ano 2000 - por ocasião da canonização da Beata Faustina Kowalska - dedicou este segundo domingo totalmente a um convite a experimentar esta misericórdia que vem do coração de Cristo - a misericórdia divina atinge os homens através do Coração de Cristo crucificado. Cristo derrama esta misericórdia sobre a humanidade mediante o envio do Espírito que, na Trindade, é a Pessoa-Amor - afirma o Santo.
Em Roma, o Papa Francisco chamou pela segunda vez os missionários da misericórdia, instituídos no Jubileu dois anos atrás. Este encontro que começa hoje, 8 de abril, com a Missa na Praça São Pedro, durará até a próxima quarta-feira, dia 11.
Dentre as diversas atividades como as catequeses que escutarão, as confissões que atenderão e que também serão convidados a fazer, esses missionários se dedicarão principalmente a contar as suas experiências pastorais como estes embaixadores da misericórdia, coração deste ministério especial confiado pelo Papa.
A humanidade precisa aprender a ter este olhar misericordioso, pois somente nesta perspectiva que poderemos repetir diversas vezes esta cena relatada na primeira leitura: A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia mas, entre eles, tudo era comum (At 4,32). Estas comunidades deixaram-se moldar por um estilo de relações de partilha, onde se concretizaram as obras de misericórdias, espirituais e corporais. A misericórdia tornou-se concreta ao fazer-se próxima, sobretudo dos mais necessitados.
Certa vez conversando com um sacerdote, falávamos sobre as dificuldades das pessoas se perdoarem e se deixarem curar pelo amor de Deus. O quanto pessoas feridas podem também ferir outras, e o quanto um coração doente cheio rancores e tristezas pode levar a divisões.
É necessário que também a humanidade de hoje acolha no cenáculo da história Cristo Ressuscitado, que mostra as feridas da sua crucifixão e repete: A paz seja convosco! É preciso que a humanidade se deixe atingir e penetrar pelo Espírito que Cristo ressuscitado lhe dá. É o Espírito que cura as feridas do coração, abate as barreiras que nos separam de Deus e nos dividem entre nós, restitui ao mesmo tempo a alegria do amor do Pai e a da unidade fraterna (Cf. São João Paulo II).
Amanhã, dia 9 de abril, o Papa Francisco apresentará ao mundo a sua nova Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, sobre o chamado à santidade no mundo moderno.
Cada vez mais somos convidados a recordar neste mundo agitado e difícil, que o amor misericordioso de Deus nos quer santos, e nos convida a testemunhar como aqueles que nos precederam neste percurso de santidade, olhando a própria história, reconhecer-se necessitado, perdoado e amado. Só um coração reconciliado com Deus, consigo mesmo e com o próximo, poderá alcançar a paz tão desejada.
Coragem, mesmo com todo o medo ou indignidade, nos aproximemos deste Pai misericordioso que nos ama e digamos como Santa Faustina: Jesus Cristo, confio em Ti!
Fonte: Vatican News
 

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