sexta-feira, 7 de setembro de 2018

FRATERNIDADE E SUPERAÇÃO DA VIOLÊNCIA

O Brasil ainda é considerado um País religioso e cristão pelo alto índice de pessoas que apesar de práticas, totalmente, contrárias ao que diz e fez Jesus Cristo, preferem agarra-se ao uso do nome de cristão católico ou evangélico.
Quando pensamos um pouco além da repetição do marketing religioso que usa um discurso com um forte apelo ao materialismo espiritual, ou seja e exclusivamente voltado aos bens materiais, a divisão das pessoas entre boas e maus, em especial que discorda  do fundamentalismo religioso que quer impor um certo tipo de sociedade contrário a qualquer diálogo.
Ontem ficou claro um dos frutos deste absurdo, a violação do segundo mandamento e quinto mandamento. Pois aqueles quem atentam contra a vida  diz estar cumprindo ordem de Deus.
O uso do nome de Deus para impor a vontade do mais forte é coisa de ontem e de ontem. Você já  deve ter percebido que este tipo de apelação gera apenas uma sociedade violenta onde certamente a presença de Deus está a quilômetros luz. Basta vermos  o uso do nome de uma região chamada de terra santa, onde o chão é sempre encarchado com o sangue dos mais fracos e não tem paz nem de aparência.
Lembremos das duras palavras de Jesus Cristo: Mt, 7, 21-23; Mc, 7,6; Lc 16, 19-30; Jo 8,1-11. Estes textos presentes nos quatro evangelhos nos lembra a seguinte verdade: Onde Deus está apenas nos lábios, a violência reina. Se você olhar os dados do nosso País sobre violência: homicídios, feminicídios, estupros, abusos sexual, pedofilia, violência no trânsito, uso de drogas, assassinatos de defensores dos direitos humanos, intolerância religiosa, etc. etc...  
Caro irmão e cara irmã, temos muita gente boa nas igrejas e nas religiões. Todavia, para termos um mundo melhor, não é necessário apenas o uso do nome de Deus. É necessário sobretudo, a vivência no dia a dia da PAZ, DIÁLOGO, RESPEITO, VALORIZAÇÃO DO OUTRO, TERNURA E COMPAIXÃO, isto sim gera o  cumprimento do mandamento de Jesus "AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COM EU VOS AMEI.
Portanto, teremos  paz, quando formos capazes  dar as mãos, abraçar o outro(a), estender a mão aos fracos e indefesos. Jamais será uma arma em nossas mãos que nos dará a paz, talvez muito movimentará a indústria das armas,  as funerárias e o uso de  remédios para os órfãos, as viúvas e os que chorarão de luto.
OBS: isto  vale para todos nós, católicos, evangélicos, protestantes, umbandistas, pentecostais, espíritas  ou qualquer religião ou filosofia que usa o nome de Jesus ou de Deus: antes do discurso, não nos esqueçamos da prática. 
 Pe. Antonio Rodrigues 

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