segunda-feira, 20 de julho de 2020

540 PROJETOS DE "MANOS UNIDAS" EM 57 PAÍSES, BENEFICIARAM 6 MILHÕES DE PESSOAS EM 2019



A ONG católica envolve o trabalho de 72 delegações diocesanas em toda a Espanha, mais de 500 equipes regionais, 5.788 voluntários e 147 trabalhadores contratados (AFP or licensors)

Nascida do esforço das mulheres católicas espanholas em contribuir para o desenvolvimento da sociedade, a ONG quis dedicar a comemoração do seu 60º aniversário com uma campanha anual dedicada à situação de pobreza e desigualdade enfrentada por muitas das mulheres nos países da Sul.

Vatican News

No ano em que comemorou seu 60º aniversário, Manos Unidas dedicou sua campanha anual para intervir nas inúmeras emergências devido a desastres naturais e conflitos no mundo, em particular na África, para denunciar a pobreza e a desigualdade e apoiar projetos de cooperação para o desenvolvimento, além da conscientização direta e indireta. A publicação nestes dias do Relatório Institucional de 2019, revela que mais de um milhão de pessoas foram assistidas de forma direta e cerca de seis milhões indiretamente.

Um total de 43.237.328 euros serviram para financiar o trabalho de cooperação e educação para o desenvolvimento de Manos Unidas. Desse montante, 88,1% são provenientes de fundos privados, principalmente das contribuições de 72.824 sócios e colaboradores da ONG e de coletas realizadas em paróquias e entidades religiosas.

Quase 90% foi utilizado em trabalhos de conscientização da sociedade espanhola e os projetos de desenvolvimento nos países do sul do mundo.

Para os 540 novos projetos de desenvolvimento realizados em 57 países, foram aprovados 36.132.624 milhões de euros. Juntamente com aqueles iniciados em anos anteriores, os projetos ativos de Manos Unidas atualmente superam 900 projetos em todo o mundo, coordenados ou gerenciados por cerca de 500 organizações locais.

A apresentação do relatório explica que a ONG católica, concebe o desenvolvimento a partir de uma perspectiva integral, focada na pessoa, e com um enfoque de respeito pelos direitos humanos, promove não apenas o acesso a bens e serviços, mas a participação ativa de todos as pessoas e agentes envolvidos.

"Somos uma ONG de desenvolvimento que trabalha para tornar as comunidades mais pobres autossuficientes, mas reservamos parte de nossos fundos para as situações críticas em que nossos parceiros locais nos solicitam ajuda urgente", diz a presidente de Manos Unidas Clara Pardo, na apresentação do relatório de 2019.

A maior parte das ações - cerca de 75% - teve por objetivo aliviar as consequências de secas, desastres naturais e crises sociais no continente africano. Nesse contexto, Pardo interpreta esse aumento das intervenções humanitárias e de emergência como "um sinal do mundo conturbado" em que vivemos, onde a fome e a pobreza são a causa e consequência de crescentes conflitos.

Nascida do esforço das mulheres católicas espanholas em contribuir para o desenvolvimento da sociedade, a ONG quis dedicar a comemoração do seu 60º aniversário com uma campanha anual dedicada à situação de pobreza e desigualdade enfrentada por muitas das mulheres nos países da Sul.

A esse respeito, a presidente da Manos Unidas, explica que as seis décadas de trabalho nos países mais pobres da África, Ásia e América deixaram uma lição muito clara: “promover a igualdade de direitos entre homens e mulheres não é apenas moralmente correto , mas uma das maneiras mais importantes de promover o desenvolvimento social e a construção de um mundo mais justo e sustentável”.

O Relatório de 2019 também informa sobre as atividades realizadas pelas delegações e pelos serviços centrais de Manos Unidas, a fim de comemorar o 60º aniversário da ONG e continuar a contribuir para aumentar a conscientização da sociedade espanhola e arrecadar fundos para financiar seu trabalho de desenvolvimento. Trata-se do trabalho de 72 delegações diocesanas em toda a Espanha, mais de 500 equipes regionais, 5.788 voluntários e 147 trabalhadores contratados.

A presidente Pardo encerra a apresentação agradecendo às milhares de pessoas que acompanharam Manos Unidas ao longo dos anos, sem o qual “nosso trabalho não teria sido possível e um chamamento à solidariedade de todos em relação a estes tempos difíceis e aqueles que estão por vir”.

Vatican News Service - ATD

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