sábado, 15 de agosto de 2020

PAPA DISCURSARÁ NA ONU SOBRE O PÓS-PANDEMIA

Em 2015, a presença do papa na ONU assinalou sua liderança mundial na assinatura dos ODS 2030 (Timothy A. Clary/AFP)

Francisco é um dos incentivadores de que as dívidas dos países periféricos seja completamente perdoada.
Nem as férias de verão na Europa nem a eclosão da pandemia detêm o papa Francisco. Na intimidade da residência vaticana Santa Marta, o pontífice decidiu que gravaria uma mensagem para a abertura da 75ª sessão da Organização das Nações Unidas (ONU). Foi um diplomata, que pediu para ter sua identidade preservada, que antecipou ao jornalista espanhol Lucas Schaerer a novidade. O vídeo será exibido no dia 15 de setembro, em Nova York, quando se concentram as representações dos 193 países-membros da ONU.
"De uma crise se sai ou melhor ou pior. Depende de nós. Não podemos, na ordem mundial e local, repetir os mesmos modelos socioeconômicos de um ano atrás, nem ajustá-los ou envernizá-los um pouco. Isso seria pior." Esse é o eixo central do discurso que Francisco está elaborando, a saída da crise social e sanitária pela pandemia e a crise das economias por conta das dívidas.
Um jesuíta que trabalha na Santa Sé, e um dos poucos que não estão de férias, confirmou a Lucas Schaerer a mensagem papal ao plenário da ONU, fato que estará na pauta midiática mundial daqui a pouco mais de um mês, e que promete agregar à saída pós-pandêmica um segundo eixo do discurso, que é o cancelamento drástico ou total da dívida externa dos países periféricos.
O diplomata está organizando um encontro sobre pandemia, mudanças climáticas e pobreza. Bergoglio confirmou sua vontade de trabalhar de maneira conjunta, por meio do grupo de reflexão e trabalho que constituiu no Vaticano e coordenado pelo sacerdote argentino Augusto Zampini.
A Assembleia-Geral da ONU onde o papa apresentará sua mensagem em vídeo, será presidida pelo embaixador da Turquia, Volkan Bozkir.
No dia 20 de dezembro, no Palácio Apostólico do Vaticano, o santo padre se encontrou com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. Foi nesse momento que os dois líderes tiveram que gravar juntos um vídeo no qual pediam o fim da corrida armamentista e do rearmamento nuclear.
A unidade da Santa Sé e da ONU teve sua expressão máxima em setembro de 2015 com a presença física de Francisco, ação que definiu a liderança mundial do papa na assinatura dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2030.
Publicado originalmente por Alfa y Omega

 

 

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