quinta-feira, 8 de outubro de 2020

'PAPA FRANCISCO, UM HOMEM DE PALAVRA' RETRATA O LADO HUMANO DO ATUAL PONTÍFICE

Filme 'Papa Francisco: Um homem de palavra' (Copyright 2018 CTV, Célestes, Solares, Neue Road Movies, Decia, PTS ART's Factory

'Papa Francisco, um homem de palavra' foi lançado nos cinemas em 2018. Produção dá ao pontífice voz na reflexão sobre as grandes questões sociais do mundo atual

Como parte de seu pacote mensal de entretenimento, a Netflix estreou no dia 21 de setembro o documentário Papa Francisco, um homem de palavra, uma produção dirigida pelo diretor alemão Wim Wenders, de três anos, lançado originalmente em 2018.

Wim Wenders é o narrador de um retrato documental do atual líder da Igreja Católica. No início, o diretor aponta três fatos pertinentes sobre Bergoglio e sua posição: é o primeiro papa jesuíta, o primeiro de origem americana e é o primeiro pontífice a adotar o nome de São Francisco de Assis.
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Para Wenders, esse último fato é muito importante. O filme começa com um plano geral desde um ângulo alto da cidade italiana de Assis, feito com a técnica da câmera rápida para transmitir o que o cineasta considera ser a natureza atemporal do lugar.

Em grande parte do documentário, Wenders enquadra o papa em um close-up simples e o convida a falar sobre o que passa pela sua mente. Com seu rosto gentil, olhar inteligente e sorriso fácil, Francisco é um personagem simpático e envolvente. Todavia, ele não é um sonhador. O papa demonstra uma compreensão profunda dos horrores do mundo moderno e fala simplesmente sobre o que a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja como povo de Deus podem fazer para combatê-los.

O foco singular de Wenders no papa Francisco vem de uma admiração sincera, mas também é uma estratégia astuta. Este pontífice é muito polêmico e o retrato do cineasta o tira do contexto de opiniões polêmicas para permitir que fale sem críticas. "O mundo está quase sempre surdo", disse ele durante a conversa. E continuou descrevendo sua estratégia quando viaja pelo mundo e encontra os líderes: "Ele fala pouco. Ouve muito". No entanto, neste documentário, o papa tem liberdade de expressão.

As partes das entrevistas são fascinantes e emocionantes, sobretudo as que tratam das viagens do papa, durante as quais costuma lavar os pés de quem conhece. O abandono da pompa do papado e a adoção de uma austeridade relativa (que se estende ao uso de um carro muito pequeno) reforçam a reivindicação do título do filme.

Não há dúvida de que é uma exaltação do diretor a um papa que mostra uma atitude humilde, entendida como uma grande esperança, que clama por uma solução para as atrocidades, injustiças, pobreza e privações que tantos sofrem no mundo de hoje.

Publicado originalmente em Religion Digital

Traduzido por Ramón Lara

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