sábado, 16 de janeiro de 2021

PANDEMIA ACELERA EM TODO O MUNDO E DEIXA MAIS DE 2 MILHÕES DE MORTOS

Homem busca a sepultura de um familiar, vítima da Covid-19 em cemitério de Tegucigalpa, Honduras (Orlando Sierra/AFP)

América Latina e Caribe é a região onde o aumento de casos foi maior: 26%
O mundo ultrapassou nesta sexta-feira (15) a marca de 2 milhões de mortes em decorrência do coronavírus, pouco mais de um ano após o primeiro óbito confirmado, de acordo com levantamento da Universidade Johns Hopkins. No total, 93.418.283 pessoas foram oficialmente diagnosticadas com a doença em todo o planeta, dentre as quais 2.000.905 morreram.

Os Estados Unidos seguem como o país com o maior número de infecções (23,3 milhões) e de óbitos (389.581). A Índia vem logo em seguida em volume de diagnósticos (10,5 milhões). O país asiático soma 151,9 mil mortes, atrás de Brasil (207.095 mortes), que tem 8.324.294 casos. Em seguida, vem a Índia (151.918), México (137.916), Reino Unido (87.295) e Itália (81.325). Estes seis países somam mais da metade das vítimas fatais em todo o mundo.

A marca de 2 milhões de mortos foi ultrapassada em pleno aumento de casos na maioria dos países, apesar da implementação gradual das vacinas contra o coronavírus. 

A situação no estado do Amazonas é pior do que durante a primeira onda da pandemia, e pode causar a colapso do sistema de saúde, alertou a Organização Mundial de Saúde. "Se as coisas continuarem assim, certamente veremos uma onda que será pior do que a onda catastrófica de abril e maio", alertou o diretor de emergência da organização, Michael Ryan.

E as infecções na América do Sul, também em ascensão, não podem ser explicadas exclusivamente pelas novas variantes do coronavírus. "Também foi tudo o que não fizemos que provocou" esta nova onda, criticou o especialista, que pediu para não baixar a guarda com as restrições.

A Europa ultrapassou 30 milhões de infecções nesta sexta-feira e, entre os países que registaram aumentos preocupantes nos últimos sete dias, destaca-se a Espanha, onde as infecções aumentaram 168% e adicionaram mais de 193 mil novos casos. Em seguida vem Portugal e Bélgica.

A situação também é grave na Alemanha, que ultrapassou os dois milhões de infectados nesta sexta-feira. O país somou mais 22.368 casos e 1.113 mortes nas últimas 24 horas e o número de óbitos está próximo de 45 mil.

As esperanças de superar a pandemia em todo o mundo estão voltadas para as vacinas, das quais pelo menos 35,61 milhões de doses já foram administradas em 58 países e territórios. Essas campanhas de vacinação têm que ser generalizadas ao redor do mundo "nos próximos 100 dias", exigiu o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Aceleração geral

A pandemia de coronavírus se acelerou consideravelmente na maioria das regiões do mundo nos últimos sete dias, com 724,7 mil novos casos registrados por dia (+ 10% em relação à semana anterior), um recorde, segundo balanço da AFP realizado na quinta-feira.

Um indicador importante é que o número de casos diagnosticados não reflete mais do que uma fração do número real de infecções e que as comparações entre os países devem ser feitas com cautela, pois as políticas de teste variam de país para país.

A maioria das regiões do mundo experimentou uma aceleração: + 26% na América Latina e Caribe, + 18% no Oriente Médio, + 16% na África, + 10% na Ásia, + 9% nos Estados Unidos e Canadá e + 4% na Europa. Nesta semana, a região dos Estados Unidos e Canadá ultrapassou a Europa, com 256.900 contaminações diárias em comparação com 251.300. Essas duas regiões concentram 70% das infecções registradas esta semana no mundo.

Gráfico: Giulio Furtado/AFP

A Zâmbia é o país onde a epidemia mais se acelera (+ 139%, 1.200 casos novos por dia), entre os Estados que registraram mais de 1 mil casos diários na semana passada. Eles são seguidos pela Espanha (+ 94%, 26.700), Peru (+ 90%, 3.100), Japão (+ 57%, 6.300) e Filipinas (+ 56%, 1.800).

A maior diminuição na contaminação foi observada na Dinamarca (-41%, 1,2 mil novos casos por dia), à frente da Lituânia (-29%, 1,3 mil), Turquia (-21%, 9,8 mil), Egito (-21%, 1 mil) e Suíça (-19%, 2,6 mil). O vírus praticamente não circula na Oceania (27 casos por dia, -1%).

Os Estados Unidos são de longe o país que registrou o maior número de novas infecções nesta semana, com 249.200 novos casos diários (+ 9%), à frente do Reino Unido (53.000, -7%) e do Brasil (51.800, + 27%). Em proporção à população, com exceção dos microestados, a Irlanda é o país com o maior número de casos nesta semana (717 por 100 mil habitantes), seguida pela República Tcheca (670) e Israel (658).

Embora nos últimos meses a grande maioria dos países com taxa de incidência superior a 200 fossem europeus, cada vez mais países de outras áreas estão se juntando a eles, como nesta semana a Colômbia, os Emirados Árabes Unidos e a África do Sul.


AFP/Agência Estado/Dom Total

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