segunda-feira, 29 de março de 2021

AOS 41 ANOS, O CRIME DE DOM ROMERO EM EL SALVADOR CONTINUA IMPUNE


São Romero da América comemora 41 anos de seu martírio, que é lembrado pela igreja latino-americana. No Chile, vigílias e celebrações acontecem online.

(SAN SALVADOR, EL SALVADOR, 24/03/2021 - KAIROS NEWS / AGENCIAS). - Os salvadorenhos comemoraram hoje o 41º aniversário do assassinato de São Oscar Arnulfo Romero, um assassinato ainda sem punição e que culminou na declaração do Dia Internacional do Direito à Verdade.
A Organização das Nações Unidas proclamou esta data em 2010 para homenagear Monsenhor Romero, que denunciou ativamente as violações dos direitos humanos das pessoas mais vulneráveis ​​em El Salvador.

O aniversário retorna a esta nação centro-americana sem que se faça justiça aos religiosos, beatificada em maio de 2015 e canonizada em 14 de outubro de 2018, após um longo processo.

O calvário para processar os autores intelectuais e materiais do crime é tão ou mais tortuoso que o sofrido por São Romero da América ao subir aos altares, devido ao boicote conservador ao Vaticano.

De fato, os advogados demandantes no processo penal pelo assassinato do então arcebispo de San Salvador denunciaram em recente entrevista coletiva os múltiplos obstáculos que estão impedindo o processo.

A Quarta Vara de Instrução de San Salvador expediu desde maio de 2017 a reabertura do processo pelo assassinato de Monsenhor Romero, graças à revogação em 2016 de uma Lei de Anistia em vigor desde 1993.

Entre os problemas, os juristas da organização Tutela Legal María Julia Hernández destacam a passividade do Ministério Público e a recusa do Estado em fornecer informações relacionadas com o conflito armado (1980-1992).

Até o momento, a investigação se concentrou no capitão Álvaro Saravia, único acusado do atentado a Romero na capela do hospital La Divina Providencia e que está foragido há anos.

No final da guerra, uma Comissão da Verdade da ONU determinou que o major Roberto D'Aubuisson, fundador da Aliança Nacionalista Republicana de direita, desse a ordem de assassinar o religioso.

Segundo o referido documento, o referido Saravia, Capitão Eduardo Ávila, bem como Fernando Sagrera e Mario Molina, entre outros, participaram do planejamento e execução do assassinato.

Apesar da impunidade, os admiradores de San Romero lembram-se dele no aniversário de seu martírio, perpetrado por um pistoleiro da oligarquia que matou o homem, mas levou ao nascimento de uma lenda. 

https://kairosnews.info/a-41-anos-sigue-impune-el-crimen-de-monsenor-romero-en-el-salvador/

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