terça-feira, 19 de outubro de 2021

PAPA FRANCISCO, CNBB E DOM ORLANDO RECEBEM APOIO APÓS ATAQUE DE DEPUTADO

Opus Dei, Arautos do Evangelho, Jesuítas do Brasil e Cáritas Brasileira prestaram solidariedade
Autoridades, políticos, entidades religiosas e civis têm manifestado apoio a dom Orlando, ao papa e à Conferência Episcopal, repudiando as falas agressivas do parlamentar (Reprodução CNBB)

As mensagens de solidariedade que chegam à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), ao arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes e também endereçadas ao papa Francisco têm se multiplicado, desde o último domingo (17), após a divulgação da Carta aberta da entidade ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e aos Cidadãos e cidadãs brasileiros.

A CNBB afirmou rejeitar "fortemente as abomináveis agressões proferidas pelo deputado estadual Frederico D'Avila, no último dia 14 de outubro, da Tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo". Com ódio descontrolado, continuou a Conferência, "o parlamentar atacou o Santo Padre o papa Francisco, a CNBB, e particularmente o Exmo. e Revmo. Sr. dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida. Feriu e comprometeu a missão parlamentar, o que requer imediata e exemplar correção pelas instâncias competentes".

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Autoridades, políticos, entidades religiosas e civis têm manifestado apoio a dom Orlando, ao papa e à Conferência Episcopal, repudiando as falas agressivas do parlamentar. Confira alguns trechos dos pronunciamentos:

Opus Dei e Arautos do Evangelho

As organizações católicas citadas pelo deputado se manifestaram sobre o pronunciamento realizado na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O vigário regional da Prelazia Opus Dei no Brasil, padre Fábio Henrique Carvalheiro, divulgou declaração manifestando repúdio às declarações do deputado estadual Frederico d'Avila. No texto, ressaltou que "a Prelazia, cujas finalidades são exclusivamente espirituais e apostólicas, sempre viveu e fomentou – pois esse é o espírito ensinado pelo seu fundador São Josemaria Escrivá – veneração pelo Santo Padre e união ao colégio episcopal e à Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil.

Já o Comissário Pontifício para os Arautos do Evangelho, cardeal Raymundo Damasceno Assis, reiterou a comunhão com o Santo Padre, o papa Francisco, a CNBB e dom Orlando Brandes e reprovou "o pronunciamento infeliz do deputado da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo".

Profecia e oração da Vida Religiosa

A vida religiosa consagrada feminina, por meio União das Superioras Gerais das Congregações Brasileiras (USGCB), manifestou apoio e solidariedade a dom Orlando e ao papa Francisco "profetas de nosso tempo, que anunciam que a alegria do Evangelho é vida em abundância para os pobres". No texto, assinado pela diretora Geral das Irmãs do Imaculado Coração de Maria e delegada da USGCB, irmã Maria Freire da Silva, a entidade observa que o dinamismo da profecia "nunca é aceito por aqueles que são contrários ao Projeto de justiça e de verdade, proclamado e vivenciado por Jesus Cristo".

Motivadas a serem como Ester (Est 4,17) "que se preparou durante três dias, inclinou-se em sua dor, mas também em sua esperança, suplicando ao Senhor através da oração, do jejum e da incessante busca da Vontade de seu Deus a seu respeito na defesa da vida do seu povo", as religiosas foram convidadas a unirem-se em oração no dia 22 deste mês na intenção pelo papa e por dom Orlando. Leia na íntegra.

Em carta aberta, a Província Frei Bartolomeu de Las Casas (dos frades dominicanos no Brasil) e a Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil, manifestaram "indignação e reprovação das agressões dirigidas à CNBB, ao papa Francisco e a dom Orlando Brandes, Arcebispo de Aparecida".

"O discurso, cujas bases são o ridículo e a ignorância, a desinformação e a má-fé, traduz o que de pior chegou à política brasileira: o ódio, a violência e a barbárie. O fato de que uma pessoa pública se manifeste nesses termos traduz os grandes perigos que ameaçam a nossa democracia. Por isso mesmo, tal episódio deve ser punido rigorosamente, em nome da justiça e da verdade", lê-se no texto.

A província da congregação religiosa renovou seu apoio e sua comunhão com o papa Francisco, com a CNBB e com dom Orlando, "cuja presença são inspiração ética para milhões de brasileiros e brasileiras. As palavras irascíveis e descabidas do deputado paulista só confirmam a importância dessa presença no Brasil contemporâneo".

A coordenação da Conferência dos Religiosos do Brasil no Ceará expressou solidariedade a dom Orlando Brandes, ao papa Francisco, e à CNBB. "Neste dia celebrativo de abertura oficial do Sínodo dos bispos na Arquidiocese de Fortaleza, reiteramos a nossa 'união' com toda a Igreja nesse momento difícil de provação. Estamos 'juntos', não vamos nos calar diante de tanta violência, desrespeito, ofensas e acusações proferidas contra a Igreja e seus pobres filhos", afirmaram os religiosos no texto.

Jesuítas do Brasil

A Província dos Jesuítas do Brasil lançou uma nota de solidariedade à CNBB, ao arcebispo de Aparecida dom Orlando Brandes e ao papa Francisco. "Somos solidários porque acreditamos que jamais os discursos de amor ao próximo, como nos ensinou nosso mestre Jesus Cristo, podem ser calados por palavras que pregam a morte e a escuridão. Lembremo-nos, sempre, que não há vida nas trevas".

"Alertamos os católicos que não se deixem seduzir por discursos que, sem o mínimo respeito à sabedoria dos anciãos, atacam os pastores que conduzem nossa Igreja no Brasil e no mundo. Nenhuma divergência de ideias pode justificar insultos a homens que dão a sua vida por amor ao Evangelho de Jesus e ao povo santo de Deus". "Sejamos luz e amor onde o ódio teima em prosperar!", finaliza a nota.

Organismos

O Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) emitiu nota de repúdio às falas do deputado paulista e quis esclarecer que "em Cristo Jesus somos uma só comunidade, e caminhamos no desejo ardente da Paz e da Justiça". Para tanto, prossegue a nota, "nos unimos em defesa do papa Francisco, da CNBB e de dom Orlando, reforçando o nosso fecundo desejo do respeito às pessoas e às instituições de nosso país".

O CNLB pediu ainda às autoridades competentes e à Assembleia Legislativa de São Paulo que instaurem "as apurações cabíveis sobre a postura do deputado e a aplicação das devidas sanções regimentares, incluindo a retratação desta tentativa de macular a Instituição Igreja Católica e seus representantes".

Também a Cáritas Brasileira manifestou solidariedade a dom Orlando Brandes. Em nota, o organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil repudiou "o uso de um espaço do povo para incentivar a violência, agredir verbalmente ao Santo Padre, o papa Francisco, e atacar a Igreja no Brasil, assim como aos seus bispos".

A Cáritas lembrou que, historicamente, a Igreja no Brasil esteve comprometida com a promoção da paz e construção de uma sociedade do Bem Viver. "O uso de linguagem violenta, como a usada pelo deputado paulista, apenas reforça a importância de resgatar princípios civilizados e humanos no nosso país", afirma.

CNBB/Dom Total

Um comentário:

  1. Sempre perseguem aqueles que defendem os pobres e indefesos. Com Jesus não foi diferente.

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