segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

TIMOR LESTE TEM SUA PRIMEIRA UNIVERSIDADE CATÓLICA

A primeira universidade católica do país dedicada a São João Paulo II foi inaugurada no passado dia 8 de dezembro. Os timorenses ainda recordam a histórica visita do Santo Papa polonês, em 12 de outubro de 1989, e que se considera ter inspirado a luta pela independência da nação.


Anna Poce - Cidade do Vaticano

Na Solenidade da Imaculada Conceição, o primeiro-ministro de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, e o arcebispo de Díli, Dom Virgilio Do Carmo da Silva, participaram na cerimônia de inauguração, na capital, da Universidade Católica São João Paulo II.

A Universidade

Ruak anunciou, como noticia a UCA News, que a Universidade foi dedicada ao Papa Wojtyla, “com quem o país rem um grande vínculo de amor e devoção”.

João Paulo II havia visitado Timor Leste em 1989, quando ainda estava sob domínio indonésio e lutava pela sua liberdade e independência - alcançada efetivamente somente em 2002 -, levando uma mensagem de paz, esperança, amor e proximidade ao sofrimento da população.

“Quase 20 anos após a restauração da independência - disse Ruak - com grande alegria, celebramos a abertura da Universidade Católica de Timor, em homenagem a São João Paulo II”.

O primeiro-ministro explicou como a Universidade, instalada em um prédio utilizado pela Escola superior São José em Balide, nos arredores de Díli, representa uma ajuda para a Igreja Católica na formação integral dos jovens e adultos do país de maioria católica, para que se transformem em “pessoas de fé e cresçam mais tolerantes, justos, inclusivos, democráticos e pacíficos”.
Educação de qualidade inspirada em valores cristãos

O arcebispo de Díli, por sua vez, depois de recordar como a Universidade era desde há muito um projeto da Igreja, sublinhou que ela deverá “proporcionar uma educação de qualidade em todos os sectores da atividade humana e inspirar-se nas tradições intelectuais, morais e espirituais católicas”.

Ela deverá preparar as gerações futuras “para entrar e sobreviver no mercado de trabalho da sociedade de hoje”, enfrentando os seus desafios. Não haverá discriminação - acrescentou - e a Universidade será aberta a estudantes de todas as religiões. “Porém, o conjunto de regras deve estar de acordo com os princípios e normas da nossa religião”.

A universidade, além disso, será financiada pelo governo. Metade da ajuda financeira anual destinada à Diocese de Dili será de fato destinada à educação.

O padre franciscano Joel Casimiro Pinto, reitor da universidade, disse que as inscrições começarão em fevereiro. Todos os estudantes terão que fazer um curso inicial de seis meses para aprender português e inglês e poderão escolher entre quatro faculdades: ciências da educação, artes e cultura; ciências da saúde; ciências humanas e engenharia agrícola.

Para cada departamento - 20 no total – serão aceitos apenas 25-30 alunos, explicou padre Pinto. A equipe de 50 professores da Universidade será reforçada pela vinda de outros provenientes da Indonésia, Macau, Portugal, Brasil e outros países. 

Vatican News 

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